segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vida de músico: Pros e contras de uma banda em cidade pequena

olá novamente tímidos leitores
Hoje eu estava refletindo na vida e resolvi escrever os pros e contras de uma banda de rock em uma cidade como Rio branco do Sul, pra ajudar a galerinha que as vezes ta ae, atoa, querendo fazer sua primeira banda de rock, ou pra quem quer mesmo saber como funciona essa coisa de ser músico em pequenos municípios.
Bem, pra começar vamos ver oque temos de bom, vou elencar umas coisas que eu acho bem bacana e também oque deu certo pra mim quanto a divulgação e outras cositas más

Uma coisa bacana é que você tem um publico fiel, não importa onde esteja, sempre haverão aqueles seus amigos beberrões e bagunceiros tocando o furdúncio da forma mais insana o possível, ter boas relações de amizade pela cidade e conhecer a galera do cenário musical (principalmente os que ouvem rock) garante sempre uma base de público, que convenhamos, é aquela que mais pira a cabeça e agita, não importa se você esta tocando Thrash Death Progressive Technical Gore Vomiting Metal um cover de Red Hot Chili Peppers, ou musica brega.

Infelizmente para uns e felizmente para outros, a maioria das cidades pequenas possuem um cenário musical nem sempre diverso e muito carente de músicos, então se sua banda é diferente, toca um som que chame a atenção por ser algo novo, logo você consegue uma certa atenção, então, uma oportunidade que cidades pequenas oferecem é esta de inovar e fazer musica do seu jeito, oque ganha uma notoriedade maior que em cidades grandes onde tem bandas de todos os estilos e segmentos possíveis

Em cidades pequenas sempre, SEMPRE tem oportunidades para tocar. Eventos públicos, festas de parentes, aniversários de amigos, festinhas de garagem, coisas do gênero, algo que se o músico souber administrar, se torna uma baita mão na roda 

Ser músico, principalmente em cidade pequena da grandes oportunidades de fazer amizades, bons momentos e afins, então, se você procura fazer música e de quebra garantir diversão e bons amigos, nada melhor que uma banda!

Mas, como nem tudo são rosas, sempre tem aqueles problemas que rolam pra qualquer músico, principalmente aqueles que não tem estrada, como o desdém que alguns promotores de eventos dão pra sua banda. Você vai tocar, tem que correr atrás de tudo, dar o coro trabalhando pra trazer a galera, ensaiar pra cara*$#@! e as vezes os organizadores fazem pouco de você, te jogam pra escanteio, fazem você de "aperitivo" para as bandas com mais estrada e usam sua apresentação pra "regular o som" pros veteranos ou músicos de fora, isso é o inferno!

Como eu disse, sempre estará presente em seus shows o seu público de amigos fieis, mas não se pode sempre contar com um numero grande de pessoas em shows de rock (não apenas o rock em específico), e mesmo quando tem, nem sempre este publico vai reagir ao seu show, muitos olharão, cruzarão os braços e continuarão conversando como se nada estivesse acontecendo, oque não significa que sua banda é ruim, como diz minha mãe: "oque é de gosto, é regalo da vida", nada se pode fazer quando o gosto geral vai contra oque você toca, oque não é motivo pra desanimar e sim pra manter a cabeça erguida e fazer o seu melhor, pois mesmo que não pareça, alguém sempre vai estar atento à sua apresentação, e é pra essas pessoas que você tem que fazer o seu melhor, tanto musicalmente como em presença de palco

bem, de primeira é isso ai que eu queria elencar, não são as únicas vantagens e desvantagens, mas espero que ajudem a esclarecer sobre a caminhada dos bravos músicos de cidade pequena.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ryan Adams, café e madrugada

bem, agora são exatamente 03:19 da madrugada e hoje (daqui a pouco) é meu primeiro dia de trabalho, oque é uma coisa meio complicada pra quem tem o nobre hábito de dormir tarde, mas vamos ao que interessa.
Ryan Adams é um dos meus músicos preferidos, não tem nada melhor pra madrugada (principalmente chuvosa) como o bom e velho Ryan Adams. Ryan tem um som bem alternativo, as vezes bem maciço e barulhento mas na maioria das vezes tem uma atmosfera calma e um pouco sombria, álbuns como o Love Is Hell (tanto a pt. 1 como a 2) e Easy Tiger são ótimos para meditar a vida com uma caneca de café quente, hoje eu estou no embalo da "Let it Ride", uma música bem peculiar que mostra a veia country aberta no som dele. Uma dica pra quem quer experimentar o som do cara é ver a história do próprio Adam, ela dará uma dimensão de suas inspirações e o porque da sua sonoridade hora melancólica, hora alegre que faz dele um músico único e incomparável.

Segue um vídeo do próprio fazendo uma versão própria da música Wasted Years do Iron Maiden, enjoy!


um intervalo na escuridão foi criado com êxito

hey ya!

bem vindos a minha nova tentativa de inserção em redes sociais. Sempre vi blogs como um espaço muito denso, principalmente quando eles se relacionam com pensamentos, ja vi muitas abstrações vagando pelos infinitos km's do blogger e afins, tanto positivas como imensamente negativas, mas este blog é diferente, afinal, cada pessoa é um  espaço nesse mundo, e esse espaço é meu.
Porque um intervalo na escuridão? Acho que manjadores já manjaram que é um trecho da música "Somos Quem Podemos Ser" do Engenheiros do Hawaii, mas porque justamente este trecho? Eu tenho uma interpretação pra essa música (que por sinal me lembra do meu pai) que tem um significado enorme pra mim, um intervalo na escuridão, no caso, é aquele raio da razão no vazio da dúvida, um raio que torna um novo mundo visível na medida que apaga aquele espaço que antes era vazio e escuro,logo temos um mundo que precisa ser descoberto, um mundo que expande em torno de si mesmo, um universo de possibilidades! Todos nós somos um intervalo na escuridão a partir do momento que queremos nos conhecer mais, nos aventurar mais, aprender mais e nos machucar mais, e tem algo melhor? Bem, se machucar faz parte, mas que graça teria essa porra louca chamada de vida se ninguém se machucasse? Quem nunca pôs o dedo na ferida só pra ela doer mais uma vez? Dor faz parte do conhecimento e é tão natural como andar, a dor nos faz sentir vivos e atire a primeira pedra quem não gosta, nem que seja um pouco da dor, a dor nos mostra que estamos mudando, que temos que viver sem aquele espaço seguro onde costumávamos ficar, e agora temos que construir outro e assim vamos indo, de dor em dor, vamos criando nosso intervalo na escuridão!